Lixo nas águas portuguesas

É difícil definir a quantidade de lixo presente na nossa costa e mar. Contudo, ao longo dos últimos anos têm sido realizados vários estudos científicos, monitorizações e limpezas de praia que nos forneceram dados locais sobre a quantidade, tipos e distribuição de lixo marinho em território português. Nalguns pontos do país também são registados os impactes do lixo na vida marinha.

 

Estudos científicos


Um grupo de trabalho da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa tem desenvolvido estudos na área da investigação dos plásticos e microplásticos, desde 2007, através da participação nacional no projeto nipónico International Pellet Watch (IPW). No âmbito deste trabalho foram enviadas algumas amostras de pellets para laboratórios na Universidade de Tóquio para se poderem analisar as quantidades de POPs adsorvidos ao plástico em duas praias nacionais (Costa Nova e Guincho). Em 2012, o mesmo grupo de trabalho enviou amostras relativas a 7 praias do litoral português.


Desde 2008 que o IMAR-FCT-UNL, tem desenvolvido investigação na área dos microplásticos através da monitorização de partículas de plástico em algumas praias do litoral português. Inicialmente o primeiro projeto (2008-2009), efetuado no âmbito de tese de mestrado pretendeu averiguar a existência de POPs em duas praias do litoral português, a Praia da Cresmina e a Praia da Fonte da Telha, tendo sido publicado um artigo em 2010 na revista Marine Pollution Bulletin. Um segundo projeto também no âmbito de tese de mestrado foi desenvolvido (2009-2010), onde em vez de duas praias a monitorização passou para 10 praias de norte a sul de Portugal, de modo a fazer-se uma categorização dos tipos de plástico recolhidos e análise de POPs mas também de modo a aplicarmos um índice de avaliação do estado da costa. Os resultados encontram-se disponíveis aqui.


Através do projeto POIZON, desenvolvido também pela FCT-UNL, estão a ser analisadas 13 praias em Portugal continental e 3 no arquipélago da Madeira. Este projeto, cujo foco principal são os microplásticos e a existência de POPs nos mesmos, decorre até Fevereiro de 2014.


A Universidade de Aveiro participou no projeto europeu HERMIONE, onde foram estudados os fundos oceânicos. Para além do estudo da geologia e biodiversidade destes ecossistemas profundos também foram analisados os impactes antropogénicos nomeadamente a presença de lixo marinho.

 

Programas de monitorização


Entre 2002 e 2006 foi realizado em Portugal o programa de monitorização da OSPAR, através do qual foram monitorizadas 7 praias portuguesas. Poderá aceder ao relatório aqui

 

 

Limpezas de praia


Há várias ações e campanhas de limpeza de praia e fundos marinhos a decorrer de forma regular em Portugal. Nalgumas destas ações para além da limpeza é feita uma quantificação do lixo marinho recolhido, normalmente através da sua pesagem ou determinação do volume por contagem dos sacos, não sendo feita qualquer separação em termos da sua composição. Naturalmente, a quantidade de lixo marinho recolhida nestas ações é influenciada pela maquinaria disponível para recolha do lixo, número de participantes e duração da ação.



Registo de impactes do lixo na vida marinha em Portugal


Várias entidades portuguesas têm registado a interação de animais marinhos com o lixo, nomeadamente a ingestão e aprisionamento.


- Município de Alcobaça


- Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAM-Q)


- Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA)


- Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS/ALDEIA)


- Rede de Arrojamento de Cetáceos dos Açores (RACA)


- Museu da Baleia da Madeira

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